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12 de fev de 2013

Após três dias, comunidades impactadas pela Estrada de Ferro Carajás finalizam protesto com resultados positivos.

A manifestação ocorreu no município de Santa Rita, a 85 km de São Luís e encerrou na noite desta quinta-feira (7).

Em nota comunicada hoje, os moradores do município Santa Rita e comunidades vizinhas, que passaram os últimos três dias em manifestação pacífica contra a empresa Vale S.A., esclareceram que os protestos tiveram um saldo positivo e que continuarão com a luta em busca do direito de ir e vir com segurança em suas localidades. 

Na última terça-feira (5), os moradores das comunidades Cariongo, Carionguinho, Vaca Morta, Oiteiro dos Pires, Sítio do Meio, Retiro São João da Mata, Mata dos Pires, Companhia e Monge Belo, iniciaram uma manifestação popular às margens da Ferrovia Carajás em Santa Rita (MA). Eles cobravam, entre outros direitos, a construção de um viaduto por sobre a ferrovia, trabalho que lhes tinha sido prometido desde o ano de 2009. 

Durante três dias os moradores pararam uma estrada que dá acesso ao canteiro de obras da duplicação da Estrada de Ferro Carajás e também fecharam a estrada de ferro, interrompendo a passagem dos trens de minério. Organizados em um grupo de mais de 200 pessoas, essa foi a alternativa encontrada pelos moradores para cobrar iniciativas da empresa Vale e do poder público quanto aos riscos que eles sofrem com a falta de segurança e os danos decorrentes de impactos socioambientais causados pela linha ferroviária, operada pela Vale, em regime de concessão pública. Para os moradores, os saldos foram positivos: as comunidades da região, que são impactadas, fortaleceram o diálogo com as instituições públicas estaduais, que se demonstraram próximas e garantiram atuação para a resolução desse conflito. Em nota enviada pelas comunidades, os moradores relatam que estarão cada vez mais unidos e articulados em suas reivindicações. “Em nenhum momento pensamos em desistir da nossa luta, que é justa. O direito de ir e vir é um direito fundamental”, pontuam. 

Os manifestantes encerraram o protesto depois de um encontro realizado com a juíza da comarca de Santa Rita, Dra. Karine Lopes de Castro, ocasião na qual percebeu-seo compromisso das instituições em buscar soluções para esses conflitos. O Ministério Público Federal, que abriu um inquérito civil público que tramita desde 2010, também demonstrou preocupação pelos acontecimentos e se dispôs a receber uma delegação de moradores nos próximos dias. 

Na mesma nota pública, os moradores repudiaram a conduta da empresa Vale S.A., que ao mesmo tempo em que demonstrava disposição para solucionar o conflito através de um acordo que contemplasse algumas de suas reivindicações, solicitou força policial para retirar os moradores à força, causando pânico sobretudo às crianças que estavam no local. 

Fonte: Rede Justiça nos Trilhos (http://www.justicanostrilhos.org/nota/1145)

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