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23 de mai de 2013

Desgraça pouca é bobagem: Basf quer mais liberdade para produzir venenos no Brasil

Regulamentação trava aportes em defensivos no país, diz Basf 

Por Gerson Freitas Jr. | De São Paulo
Do Valor Econômico


O Brasil deveria produzir pelo menos um terço dos defensivos químicos que consome a fim de assegurar níveis adequados de segurança e flexibilidade no controle de pragas e doenças na agricultura. A afirmação é do vice-presidente sênior da Unidade de Proteção de Cultivos para a América Latina da Basf, Eduardo Leduc. Atualmente, o Brasil importa quase 90% dos princípios ativos utilizados pelos produtores rurais "É uma questão estratégica. Se a agricultura sofre um ataque mais severo, a capacidade de reação é muito maior se você possui uma grande capacidade de produção", afirma Leduc. O executivo acrescenta que a indústria teria ainda maior capacidade de responder às especificidades de uma agricultura tropical. "Nem tudo o que é produzido lá fora é adaptado ao país."

Segundo o executivo, a indústria de defensivos químicos tem interesse em investir no Brasil, mas o país acaba preterido em relação a competidores como Estados Unidos, Europa, China e Índia devido a questões regulatórias. "A segurança jurídica é um item mais importante até que o custo de produção. 

As vantagens de se estar perto do mercado consumidor fazem do Brasil um país competitivo para a fabricação de defensivos, mesmo em relação a países com menor custo. Estrategicamente, faz todo sentido estar aqui."

O problema, afirma, são as dificuldades relacionadas ao registro de produtos para exportação - uma questão central, uma vez que a indústria tende a investir em regiões que possam se tornar plataformas globais para seus produtos. Conforme Leduc, esse é um processo demorado, que pode levar até quatro anos para a conclusão, e pouco flexível.

"Mesmo que queira apenas substituir um solvente na fórmula, para atender a necessidade de outro mercado consumidor, a fabricante precisa submeter um novo pedido de registro e pode ter de esperar mais três ou quatro anos", explica. Diante das dificuldades, fica mais fácil produzir lá fora e importar, o que vai contra a ideia do governo de estimular a indústria nacional, acrescenta.

Ele chama ainda a atenção para a falta de regras claras para a exploração da biodiversidade no Brasil - uma nova fronteira de pesquisa para as fabricantes de agrotóxicos, que tentam desenvolver produtos biológicos e "ambientalmente amigáveis" para o controle de pragas. "Embora o Brasil tenha uma biodiversidade mais rica, hoje é mais interessante investir em pesquisa em produtos da biodiversidade na Colômbia, que tem uma visão muito mais global".

Fonte: Valor Econômico

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