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25 de ago de 2014

Moradores de Santa Rita-MA interditam estrada de acesso à EFC

Eles denunciam impactos provocados pela duplicação da estrada de ferro.

Ontem (21) moradores da comunidade Cariongo, localizado no município de Santa Rita, a 85 km de São Luís, interditaram a estrada da comunidade que dá acesso à Estrada de Ferro Carajás (EFC). O protesto, que ainda continua, se dá em decorrência dos impactos provocados pelo tráfego intenso de veículos que trabalham nos serviços de duplicação da EFC, de responsabilidade da empresa Vale S.A. 

Segundo os moradores, até o momento, nenhum veículo da empresa Camargo Correa pode utilizar a estrada que dá acesso ao canteiro de obras da duplicação da ferrovia. Apenas as emergências podem passar pela estrada.


Eles afirmam que a empresa Vale, havia prometido desde o ano passado, asfaltar essa estrada na qual passam os veículos com materiais para o canteiro de obras da duplicação. “Mas, um ano após o início das obras, a estrada continua sem asfalto e deteriorada em decorrência do tráfego intenso dos veículos pesados”, relata um morador que prefere não ser identificado. Além disso, eles ainda denunciam que várias casas na comunidade estão com rachaduras e a poeira ocasionada pelo trânsito dos veículos tem prejudicado a saúde dos moradores.

Representantes da empresa Vale estiveram na comunidade para negociar com os moradores a liberação da estrada. Os moradores pedem o asfaltamento imediato da estrada. Desde o ano passado eles denunciam os mesmos problemas, sem resolução.

Em 2013, essa mesma comunidade se juntou a outros povoados do município de Santa Rita e interditaram a ferrovia Carajás durante três dias. Na ocasião, pressionaram a Vale para que ela construísse um viaduto na localidade “Vaca Morta”. Ciente do conflito, o Ministério Público Federal instaurou uma Ação Civil Pública cobrando da Vale medidas para garantir a travessia segura na comunidade, sendo acordado em juízo pela empresa a construção de viaduto em Vaca Morta.

O clima no local agora é tenso com a chegada da Polícia Civil e de mais dois homens armados sem fardamento que dizem ser policiais. Há informações, ainda não confirmadas, de que os homens armados são de empresa terceirizada que presta serviços na penitenciária de Pedrinhas. Até o momento, não tivemos informações sobre quem requisitou ou autorizou a presença deles no local do protesto. Não foi apresentado mandado de autoridade judiciária, mas as fontes informaram que houve sugestão de condução dos manifestantes para uma conversa com o prefeito de Santa Rita, Tim Ribeiro.

Os moradores pretendem formalizar uma denúncia sobre o ocorrido junto ao Ministério Público Estadual.


Rede Justiça nos Trilhos

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